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Construção, tecnologia e inovação

postado dia 01 /03/2018

Este artigo foi originalmente publicado no LinkedIn por Daniel Arten, Gerente Comercial de Infraestrutura Corporativa do Grupo Anpla. Clique aqui para ler o texto na íntegra.

Na última quinta-feira, dia 22, participei da Construtech Conference, realizada pela StartSe, no Expo Center Norte, como ouvinte do Congresso e expositor pelo Grupo Anpla. O evento focou no desenvolvimento tecnológico para o setor da construção civil e promoveu grande interação entre empresas e startups.

A Construtech Conference se apresentou como uma oportunidade de conhecermos conceitos inovadores e tecnologias desenvolvidas para nossa área de atuação, a partir da exibição de soluções complementares às nossas, aplicadas no dia a dia. A maior parte deles estavam voltados para as áreas de BIM (Building Information Modeling) ou VR (Virtual Reality) e plataformas que facilitam tarefas como controle de obras, cotação e vistorias.

Digamos que a área de exposição foi um “plus”, o ponto forte estava nas palestras. Eu poderia citar várias porque foram incríveis, mas vou comentar apenas a fala do Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa. Ele salientou pontos e casos bem interessantes para assimilação do conteúdo que estávamos discutindo e, acredito que não apenas pra mim, foi bastante animador escutá-lo.

Busarello apresentou em sua palestra um técnico de basquete de uma universidade americana que sempre pede aos jogadores para pensarem na próxima jogada. Essa ideia está ligada à antiga forma de fazer marketing (a difusão da mídia impressa) e à atual: sempre pensar no próximo movimento, independente de estar ganhando ou perdendo o jogo. Ou seja, apostar na mudança e não ter medo de arriscar, porque o mercado pede inovação.

Evento e mercado

Apesar de essa ter sido a primeira edição da conferência, pudemos perceber que nos próximos anos ela ganhará relevância no Brasil. Tanto a área de palestras quanto a de exposição estavam lotadas. Imagino que a Construtech cumpriu o desafio de integrar grandes empresas, inovação e tecnologias ao nosso segmento.

Um dos diferenciais deste evento frente a outros do setor é a mescla de players. Normalmente as feiras são voltadas aos grandes fabricantes e não sobra espaço para as pequenas empresas e startups mostrarem suas ideias e soluções. E aí, quem perde? Empresas ou mercado?

Outro ponto particular é a clareza na forma de tratar o papel da tecnologia na construção. É óbvio que o mundo, o setor e as pessoas vêm mudando. Há 4 anos era raro ouvir falar tão frequentemente de blockchain e bitcoins. Agora escutamos esses termos o tempo todo e isso faz parte da nossa rotina. A curva das mudanças é exponencial: tudo acontece de forma extremamente rápida. Como meu Diretor de Estratégia, André Del Cid, costumar dizer, “a verdade de ontem não é a de hoje”.

Tecnologia somada à construção

A tecnologia já é parte do setor de construção. Temos máquinas assentando blocos e fazendo reboco, por exemplo. Temos a realidade virtual aplicada aos nossos projetos, além da realidade aumentada e tantas outras ferramentas que já fazem parte do dia a dia e aos poucos veremos por aí.

O Grupo Anpla é uma empresa consolidada, com mais de 25 anos de atuação, e esse tempo de mercado passa pela busca contínua de evolução e novas soluções. Um dos nossos objetivos no presente é conseguir inovar e adotar tecnologia em nosso trabalho, aprimorando nossas entregas e processos. É provável que em breve tenhamos inteligência artificial tocando uma obra e robôs a executando. Realmente acredito que isso será possível no médio prazo.

Levaremos para frente

Embora não tenha identificado tecnologias nunca vistas antes, vi a concretização de outras através de novas empresas que mostraram soluções similares ao que conhecemos. Porém, assuntos como IA (Artificial Intelligence), e IoT (a popular Internet of Things) foram comentados inúmeras vezes nas palestras, mesmo que estejam inseridos há pouco tempo em nossa realidade.

Todas essas percepções me ajudaram a perceber como a tecnologia afeta nossos serviços. Temos que visar inovação porque fazer mais do mesmo não nos levará a um futuro próspero. Vivências como essas fazem nossa mente viajar e espero que essa viagem se concretize em evolução nos serviços que oferecemos.

Queremos, ao longo do tempo, fazer nosso cliente interagir diretamente e em tempo real com o engenheiro de campo. Imagine o responsável por essa obra poder colocar um óculos e andar remotamente pelo espaço que está sendo construído ou até mesmo pelo projeto? A interação promove agilidade na mudança de escopo e definições, além de proporcionar ao cliente uma visão ampla e em 360º do que está acontecendo em sua obra.

Geração de valor

Em termos técnicos, a aplicação de VR tem impacto direto sobre a visão do cliente. Esse momento é crucial para que ele consiga enxergar o projeto final ainda na etapa de construção. Isto facilitará muito o entendimento e expectativas entre as partes.

Já em termos de negócios, tiramos bons insights para nossa área de projetos e mais uma vez falamos sobre BIM. Trata-se de uma metodologia já em aplicação no mercado e  em breve será premissa básica para todas as empresas. Estamos mudando a forma de fazer negócios, projetar, orçar, planejar e executar obras.

Nossos clientes podem esperar novidades do Grupo Anpla como um todo, em nossa melhoria contínua pelo melhor do mercado.

 

Daniel Arten

Gerente Comercial de Infraestrutura Corporativa do Grupo Anpla

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